Filipe de Sousa

Jornalista

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Filipe de Sousa, empreendedor social, palestrante, jornalista, fundador, editor e Diretor do jornal Gazeta Valeparaibana e das rádios web CULTURAonline BRASIL e Rádio Lusófona, nasceu em Lisboa, na Freguesia de São Sebastião da Pedreira, aos 04 de Dezembro do ano de 1949.
 
Filho do industrial da construção civil, Sr. José Maria de Sousa e da dona de casa Dª. Maria Olinda de Sousa viveu a sua juventude,  na cidade de Almada, cidade esta, vizinha a Lisboa situada na margem sul do Rio Tejo.
 
Seu Pai, um idealista que lutou toda a sua vida contra a ditadura do Presidente de Portugal António Salazar, foi perseguido e preso político, no entanto, sem nunca ter abandonado sua ideologia e a luta pelas liberdades políticas e sociais do cidadão Português. 

Na época com pouco mais de 14 anos de idade, viu seu Pai ser arrancado de casa pelos policiais da (PIDE) Policia Internacional de Defesa do Estado, na calada da noite e levado, algemado, como preso político para a prisão de Caxias, onde sofreu torturas físicas e psíquicas que marcaram seu pai e sua família, de forma cruel e desumana.
 
Desde pequeno, sofreu as agruras da repressão política de um ditador cruel e sanguinário, que levou Portugal a um atraso econômico e social de mais de 50 anos, em relação aos Países que lhe eram visinhos e ao restante da Europa.
 
Talvez por isso e pela falta de liberdade de expressão, fez da caneta e do papel seus confidentes.

Publicou seu primeiro artigo, uma sátira política sobre a Guerra das Províncias Ultramarinas no Jornal de Almada, tendo a partir daí, abraçado as letras como suas confidentes, nunca mais tendo abandonado o gosto pelo escrever. Critico quanto á responsabilidade dos políticos na construção de uma nação, preza pela competência e transparência da administração pública, percorrendo os caminhos da social democracia.
 
No ano de 1969, resolveu vir para o Brasil. Um País que já conhecia através de leituras sobre sua história e, que recebia todos os estrangeiros, sem ressalvas de cor, credo ou religião, onde se estabeleceu com o comércio de roupas e armarinhos e cuidou dos negócios que seu Pai havia deixado na cidade de São Paulo, Brasil.
 
No ano de 1973, regressou a Almada, a pedido de sua família, para ajudar seu Pai na construção e na urbanização de uma gleba de terra de propriedade da família, situada no Centro Sul, um Bairro pertencente á cidade de Almada.
 
No ano de 1975, viu eclodir a Revolução dos Cravos. Trabalhando que estava na Serra da Arrábida, distrito de Setúbal, em outra propriedade da família, foi chamado por seu Pai, que eufórico anunciava o fim da ditadura Salazarista e, decretava feriado para todos os seus funcionários.
 
A alegria durou pouco, pois a anarquia se instalou e propriedades foram invadidas. A propriedade particular e os direitos individuais de propriedade usurpados. Com isto, seu Pai se viu obrigado a paralisar suas atividades empresariais e com isso, se viu sem trabalho. 
 
Isto lhe trouxe uma nova faceta e, como se instalou uma ditadura do proletariado ou seja socialista, seu pai e ele mesmo, antes apelidado e taxado como terrorista pelo salazarismo, agora, no proletariado era visto como fascista, por ser empresário.
 
Regressou ao Brasil, onde trabalhou como gerente comercial de diversas empresas e, como empresário e, deu prosseguimento a suas atividades de jornalista, editor e correspondente regional para diversos jornais e agencias internacionais de noticias.
 
Após sua aposentadoria, resolveu dedicar o resto de sua vida a atividades que servissem de alguma forma, para colaborar na busca de uma sociedade mais justa e igualitária e, na preservação de nossos ecossistemas, além do resgate das culturas e tradições Brasileiras, buscando colaborar para uma sociedade sustentável. 
 
Fundou as OSCIPs Formiguinhas do Vale e ALeste, que idealizou e criou, desenvolve diversos projetos e ações sociais na cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo, Brasil, tendo também sido um dos fundadores da ABJ Associação Brasileira de Jornalistas, com sede em Brasília, DF, Brasil, como vice-presidente, além de outras Associações e Projetos Sociais..
É também membro atuante da UNIBRAJ – União Brasileira de Jornalistas, da qual é membro até hoje, uma entidade que luta pela Liberdade de expressão e de pensamento.
É filiado e membro da Federação Nacional de Imprensa, registrado sob o nº. 1142/09-J - Internacional

É também EDITOR e Diretor do Jornal Mensal Gazeta Valeparaibana

 

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 DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DO CIBERESPAÇO
Por: John Perry Barlow
 
Nos primeiros tempos da Internet, havia um sentimento de que ela nos dava a liberdade de fazer as coisas independentemente dos governos e da legislação do país. De fato, em fevereiro de 1996, John Perry Barlow, um ativista de Internet, publicou a 'Declaração de Independência do Ciberespaço', na qual instava os governos a manterem-se afastados da rede, declarando: 'O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras.'

Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são bem vindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.

Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.

Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.

Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.

Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construí-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações coletivas.

Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.

Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.

Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.

O espaço cibernético consiste em ideias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma onda parada na rede das nossas comunicações.

Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.

Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.

Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.

Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.

Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas através de muitas de suas jurisdições.

A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.

Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.

Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.

Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.

Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.

Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo.

Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.

Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.

Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.

Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético.
Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.

Davos, Suíça, 8 de fevereiro de 1996.

 

TODOS OS PARTICIPANTES EXERCEM VOLUNTARIAMENTE SUAS ATIVIDADES NESTA RÁDIO

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Todos os programas são uma produção independente de responsabilidade de seu idealizador. Espaço cedido gratuitamente pela CULTURAonline BRASIL

com a finalidade de transmissão do conhecimento.